DÚVIDA DA SEMANA – 03

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 Produtos cosméticos caseiros versus produtos industrializados: Prós e contras.

 

O desenvolvimento e a produção de cosméticos envolve alta tecnologia e procedimentos que estão submetidos às normas definidas pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que regulamenta cosméticos e medicamentos em nosso país.

Não há reconhecimento legal para os chamados Cosméticos Caseiros ou Artesanais.

Para se formular um cosmético é necessário conhecimento técnico e comprovada segurança e eficácia dos ingredientes (matérias primas) que serão utilizados na formulação, assim como a concentração permitida.

Segurança é elemento chave para o desenvolvimento e fabricação de um cosmético, e ela é garantida a partir da seleção das matérias primas, na qual se analisa o histórico destas substâncias a sua ação na pele, e a compatibilidade com os demais elementos da fórmula.

A avaliação de segurança é obrigatória para a colocação de um produto no mercado, bem como os testes de eficácia.

Em produtos que não obedecem a estes critérios sempre há a possibilidade de danos ao consumidor, tanto quanto a sua segurança como a sua eficácia. A Cosmetologia é hoje, mais do que nunca, ciência e cada vez esta mais ligada aos conhecimentos sobre fisiologia da pele, toxicologia, ao uso da genética, das células troncos, dos fatores de crescimento e dos ácidos de ação controlada, entre outros.

A utilização dos ingredientes presentes na formulação, precisa estar referenciada no “Guia de Orientação para Avaliação de Produtos Cosméticos”, documento da ANVISA, que obrigatoriamente precisa ser seguido.

Alguns pontos importantes regulamentados pela ANVISA:

  • Compete ao fabricante a responsabilidade pela segurança do usuário ao utilizar os produtos;
  • Antes de sua comercialização é necessário que o cosmético seja aprovado pelas autoridades fiscalizadoras do setor;
  • As informações sobre o produto, apresentadas ao consumidor, não podem ser enganosas;ÚA descrição dos ingredientes na embalagem é feita por meio do sistema INCI (International Nomenclatura of Cosmetic Ingredientes), que é igual em todo o mundo, facilitando a qualquer consumidor ou autoridade fiscalizadora, a identificação das substâncias usadas.

Autor: Maria Rita Resende

Graduada em física e química e pós-graduada em gestão da cosmetologia. Esteticista, cosmetóloga, fisioterapeuta, consultora e palestrante com artigos publicados no Brasil e no exterior. Pioneira no ensino da estética no Brasil e profissional de reconhecida experiência.

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